Nos últimos 50 anos, esse apartamento viveu histórias, várias. Parece que antes de meus avós comprarem, um marinheiro gordo não queria ir embora daqui. Eu me pergunto se o espírito dele ou dos meus avós ainda vivem aqui. Algumas madrugadas parece q os vejo, mas o contato quente do taco me conforta e no fundo não tem mesmo ninguém aqui além da gente não, e essa é a dura verdade da vida. Acabou, acabou.
Uma era vai acabar nesse carnaval, bem clichêzisticamente, na quarta-feira de cinzas. Se bem q não, que a Marina ainda virá aqui em fevereiro pra fazer a obra. Tudo o q eu não queria era ser a Marina nesse fevereiro. Ver a casa dos meus avós se transformar num piso, parede e teto renovados e classificados para um site de aluguéis.
Mas é isso aí, a vida continua e até outro teto eu já tenho.
Se tem um aprendizado q tirei disso tudo é que eu realmente não preciso de nada. Minha alma é inversamente proporcional a quantidade dos meus pertences.minha calça de viscose preta, as 4 camisas e o short estão dando conta da temporada em Copacabana de janeiro de 2018. Aqui cheguei e daqui sairei com caixas de livros e objetos classificáveis, estocáveis e vendáveis, lá pro sótão da casa da Bibi. O tal sótão que era pra ter sido meu quarto por meses, mas a creepice não permitiu não.
Agora estou na Itália. Foi uma insanidade, às vezes gosto de contar essa história só pra poder ouvir de novo e ver se ela começa a fazer sentido de vez pra mim. É gravidez, zika vírus, é a busca de uma oportunidade... é tudo isso, mas é sobretudo um chamado. O mundo me chamava, sempre ouvia seus cantos, mas eu dizia “já, ja, deixe só a Titi ir”. E quando ela foi, eu não enxergava nada, só que eu queria ficar quieta na minha cama. Mas o mundo berra na nossa frente, e estoura nossos tímpanos com todos seus decibéis e cores violentas e só sendo surdo, mudo, cego, apático para não correr alucinado por um consolo.
Brienno foi uma loucura. Um castelo de pedras, frio, lindo, luxuoso e cheio de fantasmas inconformados e que não eram os meus. Eu tenho certeza de que dei muito por Brienno. Dei minha energia, minha paz. Quase dei minha vida naquelas janelas sobre o lago de Como. Gravidez não é fácil, eu me defendia. Mas os Comiti sabem o quê fizeram. Talvez nesse momento eu tenha começado a admirar cemitérios. Flores coloridas, plásticas, iluminadas a LED. E fotos dos que foram, todos os velhinhos da Brienno, o folião de roupa de cavaleiro das cruzadas e o rapaz fardado que morreu aos 20 anos, em 1945.
Hoje li uma carta do irmão de meu avô, desejando condolências à minha avó em 14 de maio de 2000. Ele dizia q parecia ter sido no dia anterior, quando descia a ladeira do sanatório de David com a mãe chorando, depois de despedirem-se de um Pumpo de 28 anos. Doente, sem futuro, judeu.
Vai saber se foi pobre e teve sorte, ou se a prata o salvou. Vai saber se seu coração bateu mais forte em 1939, quando, vestido de alpinista, cruzou a fronteira alemã falando italiano e declarando-se um ítalo-azarado perdido pela Baviera.
Quem o terá ajudado? Quem o terá perseguido? O coração, certamente, nunca se recuperou totalmente, tanto que parou de bater 60 anos depois.
Fragmentos dessa história, de muitas histórias estão escritos a tinta carbônica nas paredes de uma Francisco Sá 38 901. Resistência, dor, cansaço, força. Uma força de vida que viu crescer 3 irmãs, nascerem netos, natais na mais perfeita comemoração católico-comercial de judeus radicados no novo mundo. Eram brinquedos, roupas, mochilas, cadernos e tudo aquilo que crianças e adolescentes podem querer. E assim crescemos sabendo que Jesus Cristo nasceu em 25 de dezembro e por isso ganhávamos presentes e não que D’us ou Davi tenham feito mesmo algo. Eu fui me sentir judia pela primeira vez no cemitério onde enterramos meu avô. Senti um profundo orgulho de pertencer a uma religião que faz uma reza tão profunda para seus mortos. Nessa mesma semana, sentei do lado de um colega judeu da faculdade e pedi para ele me contar como era na sinagoga. Meu interesse durou uma semana, depois me refiz, guardei aquele sentimento de orgulho para um outro momento e fui tocar minha vida.
Depois eu conheci o João, que com a minha carteira de motorista na mão, concluiu que eu, assim como ele, era judia por conta do sobrenome conhecido. Era o início de um novo ano, 2012, e ele me desejou um ano bom, enquanto me deixava na porta da pousada na última noite em que dormi sem ele.
Em Brienno nos casamos. Nos casamos na pedra e na dor. Nos casamos nas lágrimas e nos fluidos da minha barriga, que começaram a vazar precocemente. O Leo não aguentava mais esperar para Ser. O filho amado, que vinha entre amor e medo, nesse curto espaço de tempo que chamamos de vida. Ele veio, apesar de toda a incredulidade de que alguém pudesse querer vir desses 2 pais loucos e despreparados. Quando eu olho pra gente, eu concluo que essa alminha só pode mesmo ser movida a amor, do contrário nunca nos teria escolhido. E eu sinto em seus olhinhos risonhos que ele sabe q fez a escolha certa tb, mesmo a mãe tendo enlouquecido com os gritos do pai, abafados pela pedra. Os fantasmas não faziam um mal a ele, e talvez nem a gente. Mas eles estavam lá, e lá eu vivi meu purgatório. Mas isso são águas passadas, que escoam em algum cantinho do lago di como.
Em 13 de janeiro de 2016 minha avó deixou de lutar, deixando um profundo alívio. Hospitais, remédios, funcionários, pagamentos, dietas horrendas... o último grão na ampulheta-vida de Alice tinha passado para o compartimento debaixo e essa garota de notas infinitamente boas num colégio belga foi enterrada como brasileira no cemitério israelita do caju.
A gente começa nossa vida num lugar e não faz ideia de onde ela vai terminar. Conheci uma senhorinha austríaca em Como, e ela me reconheceu pelo português. Queria relembrar a língua que aprendeu aos 10 anos, quando foi adotada por um casal de Jacarepaguá. A vida é tão sem sentido quanto pode ser. Quem busca um sentido na vida, acaba por perdê-lo completamente.
Minha saída foi uma fuga. Uma fuga da realidade, da falta de amor que ficou quando meus amores mais sinceros se foram. Sobramos eu e a Copacabana. Pobre, feia, suja, famosa. Letreiros neons que nunca existiram, pinas coladas hollywoodianas equivocadíssimas e uma bossa nova que não lhe cai mal. Assim é a Copacabana do quiosque da madrugada, da maresia quente e úmida da noite de verão, do banho de mar mais sujo do mundo. Mas o arco de areia é uma coisa emocionante, do forte do Leme ao forte do posto 6. Quanta nostalgia do posto 6, onde me encontro agora, por mais 1 semana.
O Leo conheceu Copacabana. E minha avó, caso ela realmente esteja ainda por aqui. Eu gosto de pensar na proteção deles, e nós temos muitos.
Durante a gravidez, o Leo veio me contar em sonho que era menino. Ele me deu um desenho a lápis num papel marrom de pão, de um si encaracolado, risonho. Eu vejo o dia em q isso vai acontecer, ele se sentará em uma mesinha e trará uma versão do livro sobre o Leonardo da Vinci que comprei da livraria debaixo do prédio em Como.
Meu avô vendia livros. Na minha fantasia, ele era culto, bem relacionado é bem sucedido. Acho q ele era tudo isso, mas no fundo era só um bom comerciante, sério, estável. 14 anos mais velho que a minha avó, numa linda foto preta e branca do sorriso ferroso e bustiê quadriculado.
Avó jornalista. Cientista social, antropóloga. Mestre pela ufrj, universitária com 3 filhos, doadora generosa de atenções no serviço social. Uma típica alemoa no Brasil. Funcionária pública, blocos e mais blocos com formulários do INPS no verso dos quais eu deixava meus primeiros traços. Terei desenhado a mim mesma, informando em sonho ser uma menina risonha e cheia de sonhos de mundos e sabores distantes?
Uma menina sozinha na Inglaterra e no deserto do Atacama. Uma mãe na Itália e uma cidadã na Alemanha. Uma amiga no Brasil, uma habitante da Rio de Janeiro. Pré-adolescência em Santa Teresa, vinha todo fim de semana pra cabana Copa. Dormia no colchonete sobre o tapete cinza, às vezes no quarto da Titi, onde conversávamos até dormir. Lembro até hoje da minha primeira decepção amorosa “séria”. Entrei em seu quarto chorando dizendo “Titi, o X acabou comigo” e ela respondeu que “mas nana, TUDO acaba!”. E de fato, também seu sofrimento acabou, algumas dezenas de anos depois.
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1.29.2018
8.08.2017
6.03.2017
5.01.2017
Io imparo tu impari lei impara
Qualche migliaio d'anni fa un tizio di Efeso in Grecia guardò il fuoco che ardeva e sentenziò: "La sua vittoria sarà la sua distruzione". Che farai della spada dopo che mi avrai cancellato? Che farai di te stessa? Ti spegnerai piuttosto in fretta, signora Sommo. (La scatola nera, Amos Oz)
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8.20.2016
Noite passada no passado
Eu sei que preciso voltar à Copacabana. Planejei minha viagem, ela duraria um dia. Eu buscaria roupas de frio, daria um destino às coisas desnecessárias mais óbvias, dormiria funcionalmente naquela boa cama e retornaria nessa exaustiva viagem de classe econômica.
Quando cheguei ao velho apartamento, azulejos azuis claros emendados nos verde-águas, pia inox e aquele taco magenta, escuro como a cera do Zona Sul. Meu avô sentado no sofá de bambu com assento verde, mal amarrado na estrutura, assistia à "novele" atento, naquela TV 20" última geração de 1990 e poucos e minha avó preparava um almoço.
Resolvi ficar mais tempo. Peguei o corsa e fui para a faculdade, para na volta, pegar meus avós e passarmos juntos um fim de semana em Morro Azul. Meu avô iria ler e descansar, minha avó, cozinhar e desenhar. E eu só sei que fiquei feliz.
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Quando cheguei ao velho apartamento, azulejos azuis claros emendados nos verde-águas, pia inox e aquele taco magenta, escuro como a cera do Zona Sul. Meu avô sentado no sofá de bambu com assento verde, mal amarrado na estrutura, assistia à "novele" atento, naquela TV 20" última geração de 1990 e poucos e minha avó preparava um almoço.
Resolvi ficar mais tempo. Peguei o corsa e fui para a faculdade, para na volta, pegar meus avós e passarmos juntos um fim de semana em Morro Azul. Meu avô iria ler e descansar, minha avó, cozinhar e desenhar. E eu só sei que fiquei feliz.
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3.26.2016
3.25.2016
Sobre Parir nos tempos do Zika
Sempre que inauguro um caderno novo, tenho o cuidado de deixar a primeira página intacta, para a posteridade.
Por via das dúvidas, uso repelente enquanto traço.
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Por via das dúvidas, uso repelente enquanto traço.
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3.16.2016
Temporal
Navios descendo a Nossa Senhora de Copacabana disputavam espaço com peixes mortos, ûberes, solas de havaianas e humanos humilhados molhados. Turistas na porta dos albergues, frustrados com os planos submersos submarinos, fitando sonhadores a cidade que só aconteceu nas ilhas zebradas de cada cruzamento das antigas faixas de rolamento. A Cidade Maravilhosa é a nova Atlântida perdida.
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3.05.2016
Num contínuo infinito
Falem o que quiserem da força criadora da emoção. Mas para
foco e precisão, nada melhor do que concentração. E sem decisão, não há
concentração. Mas só há a decisão com a emoção, por mais calculado que seja o
procedimento. Portanto, só há criação com a emoção, mas só há criação com a
razão. Yin e yang.
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12.27.2015
12.09.2015
10.24.2015
Coringa
Achei ao correr na praia. Guardei. Não sou a favor de sujar canastras, mas já tendo uma limpa, é bom pra bater.
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10.18.2015
Quem é o louco aqui?
Highlight do meu fim de semana chuvoso: conheci uma pessoa que trabalhou como acqualoka na Ásia, na década de 90. Uma das melhores partes da conversa foi o relato de quando ela se recusou a pular, pois o filtro do tanque estava quebrado e os acrobatas estavam adoecendo com o diesel velho.
"Diesel?"
"Sim, o diesel, que acumulava por causa dos saltos pegando fogo"
"Aaaahh tá..."
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"Diesel?"
"Sim, o diesel, que acumulava por causa dos saltos pegando fogo"
"Aaaahh tá..."
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10.17.2015
Tenho que lembrar
Tenho que lembrar que a Aliane, a nova namorada do meu primeiro namorado wannabe (eu wannabe ter sido namorada dele, pra ser exata), numa conversa muito delicada na qual eu entregava o bastão do namorado que nunca de fato foi meu, notou a decoração do meu fichário.
Nos anos 90 era moda decorar a capa do fichário com recortes de revistas e de qualquer outra coisa que vc fosse capaz de colar na capa de um fichário, segundo a revista Querida. Querida foi a revista que substituiu a Capricho, aquela onde a Ana Paula Arósio contava detalhes sobre sua vida pessoal de adolescente e artista.
As Queridas e Caprichos de vez em quando eram recortadas para capas de fichário, mas não era essa a questão, e sim que eu resolvi emular a moda que nem sabia que existia, mas que a revista da moda me falava que sim. Tinha um fichário todo decorado com embalagem do meu biscoito preferido no momento, mensagem da sorte do bombom importado que eu gostava, texto da minha avó que considerava lindo, frase de filme que eu achava inteligente, fotos de bichinhos, desenhos, e tudo aquilo que uma adolescente podia gostar na segunda metade dos anos 90, menos garotos.
Eu sempre fui tímida para expor diante do mundo que me interessava por garotos, por homens, pelo que quer que fosse. Eu sempre preferi as coisas, como se as coisas dissessem menos.
Então a Aliane olhou pro meu fichário todo colorido e decorado e se interessou. Não me lembro mais o que ela falou, se ela falou... nem me lembro se a Aliane, que era uns dois ou três anos mais nova que eu, só falou por não ter nada melhor a dizer numa situação que, a me ver estava bem awkwards, mas ela deve ter dito algo como "seu fichário tem um monte de coisas". Pro que eu respondi:
- Sim, eu gosto de coisas.
Imediatamente, ela respondeu:
- Eu não desgosto de coisas, mas eu prefiro as pessoas.
E eu sorri, como quem reafirma:
- Eu gosto das coisas.
(Em tempo, como mulheres aos 13 ou 15 anos podem ser tão auto-conscientes, não?! Anos depois, a Aliane foi estudar psicologia, eu fui construir abrigos e arquitetar sonhos)
Tenho que lembrar que eu gosto de coisas.
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Nos anos 90 era moda decorar a capa do fichário com recortes de revistas e de qualquer outra coisa que vc fosse capaz de colar na capa de um fichário, segundo a revista Querida. Querida foi a revista que substituiu a Capricho, aquela onde a Ana Paula Arósio contava detalhes sobre sua vida pessoal de adolescente e artista.
As Queridas e Caprichos de vez em quando eram recortadas para capas de fichário, mas não era essa a questão, e sim que eu resolvi emular a moda que nem sabia que existia, mas que a revista da moda me falava que sim. Tinha um fichário todo decorado com embalagem do meu biscoito preferido no momento, mensagem da sorte do bombom importado que eu gostava, texto da minha avó que considerava lindo, frase de filme que eu achava inteligente, fotos de bichinhos, desenhos, e tudo aquilo que uma adolescente podia gostar na segunda metade dos anos 90, menos garotos.
Eu sempre fui tímida para expor diante do mundo que me interessava por garotos, por homens, pelo que quer que fosse. Eu sempre preferi as coisas, como se as coisas dissessem menos.
Então a Aliane olhou pro meu fichário todo colorido e decorado e se interessou. Não me lembro mais o que ela falou, se ela falou... nem me lembro se a Aliane, que era uns dois ou três anos mais nova que eu, só falou por não ter nada melhor a dizer numa situação que, a me ver estava bem awkwards, mas ela deve ter dito algo como "seu fichário tem um monte de coisas". Pro que eu respondi:
- Sim, eu gosto de coisas.
Imediatamente, ela respondeu:
- Eu não desgosto de coisas, mas eu prefiro as pessoas.
E eu sorri, como quem reafirma:
- Eu gosto das coisas.
(Em tempo, como mulheres aos 13 ou 15 anos podem ser tão auto-conscientes, não?! Anos depois, a Aliane foi estudar psicologia, eu fui construir abrigos e arquitetar sonhos)
Tenho que lembrar que eu gosto de coisas.
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5.01.2015
Sobre doar
Faça o que estiver ao seu alcance. Não doe demais e nem se doe de menos. Periga doer demais.
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4.19.2015
Carta aberta à blogueira parceira de outrora
Tha, vc curtiu a publicação e eu lembrei de falar com vc... outro dia voltei para uma derradeira postagem no nosso quase finado blog oucoisaqueovalha e fiquei pensando se vc gostaria de sair dele. Não estou expulsando vc de forma alguma, hehe... mas como continuei escrevendo um pouquinho de nada ao longo dos anos, me peguei pensando se vc sabia e se não acha ruim...! Não que eu escreva algo pra ser ruim, rs, mas a gente vai se inscrevendo em um monte de coisa, o tempo vai passando e um dia percebemos que temos vínculo com muitas coisas que não nos interessam mais. Eu não sei quanto a vc, mas tenho fobia de limpeza digital das células mortas, vivo tentando purificar meu nome e minha imagem, mas esse google é danado pra me enganar.
Não é nenhuma cobrança, é só pra lembrar vc de que se vc quiser sair saia (sem constrangimento), se quiser voltar volte (será bem vinda) e se quiser ficar como está, fique (tamos aí).
É que já se foram tantos anos e percebo que sempre volto nessa coisinha que o valha pra registrar pensamentos...
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Não é nenhuma cobrança, é só pra lembrar vc de que se vc quiser sair saia (sem constrangimento), se quiser voltar volte (será bem vinda) e se quiser ficar como está, fique (tamos aí).
É que já se foram tantos anos e percebo que sempre volto nessa coisinha que o valha pra registrar pensamentos...
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4.03.2015
Da seção: "dramas particulares"
"É estranho, nós nos tratamos bem e de fato nos gostamos. Mas, ainda que secretamente, sabemos que votamos em candidatos diferentes". Marie Claire, junho de 2015
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8.27.2014
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