Eu sei que preciso voltar à Copacabana. Planejei minha viagem, ela duraria um dia. Eu buscaria roupas de frio, daria um destino às coisas desnecessárias mais óbvias, dormiria funcionalmente naquela boa cama e retornaria nessa exaustiva viagem de classe econômica.
Quando cheguei ao velho apartamento, azulejos azuis claros emendados nos verde-águas, pia inox e aquele taco magenta, escuro como a cera do Zona Sul. Meu avô sentado no sofá de bambu com assento verde, mal amarrado na estrutura, assistia à "novele" atento, naquela TV 20" última geração de 1990 e poucos e minha avó preparava um almoço.
Resolvi ficar mais tempo. Peguei o corsa e fui para a faculdade, para na volta, pegar meus avós e passarmos juntos um fim de semana em Morro Azul. Meu avô iria ler e descansar, minha avó, cozinhar e desenhar. E eu só sei que fiquei feliz.
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8.20.2016
3.26.2016
3.25.2016
Sobre Parir nos tempos do Zika
Sempre que inauguro um caderno novo, tenho o cuidado de deixar a primeira página intacta, para a posteridade.
Por via das dúvidas, uso repelente enquanto traço.
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Por via das dúvidas, uso repelente enquanto traço.
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3.16.2016
Temporal
Navios descendo a Nossa Senhora de Copacabana disputavam espaço com peixes mortos, ûberes, solas de havaianas e humanos humilhados molhados. Turistas na porta dos albergues, frustrados com os planos submersos submarinos, fitando sonhadores a cidade que só aconteceu nas ilhas zebradas de cada cruzamento das antigas faixas de rolamento. A Cidade Maravilhosa é a nova Atlântida perdida.
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3.05.2016
Num contínuo infinito
Falem o que quiserem da força criadora da emoção. Mas para
foco e precisão, nada melhor do que concentração. E sem decisão, não há
concentração. Mas só há a decisão com a emoção, por mais calculado que seja o
procedimento. Portanto, só há criação com a emoção, mas só há criação com a
razão. Yin e yang.
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12.27.2015
12.09.2015
10.24.2015
Coringa
Achei ao correr na praia. Guardei. Não sou a favor de sujar canastras, mas já tendo uma limpa, é bom pra bater.
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10.18.2015
Quem é o louco aqui?
Highlight do meu fim de semana chuvoso: conheci uma pessoa que trabalhou como acqualoka na Ásia, na década de 90. Uma das melhores partes da conversa foi o relato de quando ela se recusou a pular, pois o filtro do tanque estava quebrado e os acrobatas estavam adoecendo com o diesel velho.
"Diesel?"
"Sim, o diesel, que acumulava por causa dos saltos pegando fogo"
"Aaaahh tá..."
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"Diesel?"
"Sim, o diesel, que acumulava por causa dos saltos pegando fogo"
"Aaaahh tá..."
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10.17.2015
Tenho que lembrar
Tenho que lembrar que a Aliane, a nova namorada do meu primeiro namorado wannabe (eu wannabe ter sido namorada dele, pra ser exata), numa conversa muito delicada na qual eu entregava o bastão do namorado que nunca de fato foi meu, notou a decoração do meu fichário.
Nos anos 90 era moda decorar a capa do fichário com recortes de revistas e de qualquer outra coisa que vc fosse capaz de colar na capa de um fichário, segundo a revista Querida. Querida foi a revista que substituiu a Capricho, aquela onde a Ana Paula Arósio contava detalhes sobre sua vida pessoal de adolescente e artista.
As Queridas e Caprichos de vez em quando eram recortadas para capas de fichário, mas não era essa a questão, e sim que eu resolvi emular a moda que nem sabia que existia, mas que a revista da moda me falava que sim. Tinha um fichário todo decorado com embalagem do meu biscoito preferido no momento, mensagem da sorte do bombom importado que eu gostava, texto da minha avó que considerava lindo, frase de filme que eu achava inteligente, fotos de bichinhos, desenhos, e tudo aquilo que uma adolescente podia gostar na segunda metade dos anos 90, menos garotos.
Eu sempre fui tímida para expor diante do mundo que me interessava por garotos, por homens, pelo que quer que fosse. Eu sempre preferi as coisas, como se as coisas dissessem menos.
Então a Aliane olhou pro meu fichário todo colorido e decorado e se interessou. Não me lembro mais o que ela falou, se ela falou... nem me lembro se a Aliane, que era uns dois ou três anos mais nova que eu, só falou por não ter nada melhor a dizer numa situação que, a me ver estava bem awkwards, mas ela deve ter dito algo como "seu fichário tem um monte de coisas". Pro que eu respondi:
- Sim, eu gosto de coisas.
Imediatamente, ela respondeu:
- Eu não desgosto de coisas, mas eu prefiro as pessoas.
E eu sorri, como quem reafirma:
- Eu gosto das coisas.
(Em tempo, como mulheres aos 13 ou 15 anos podem ser tão auto-conscientes, não?! Anos depois, a Aliane foi estudar psicologia, eu fui construir abrigos e arquitetar sonhos)
Tenho que lembrar que eu gosto de coisas.
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Nos anos 90 era moda decorar a capa do fichário com recortes de revistas e de qualquer outra coisa que vc fosse capaz de colar na capa de um fichário, segundo a revista Querida. Querida foi a revista que substituiu a Capricho, aquela onde a Ana Paula Arósio contava detalhes sobre sua vida pessoal de adolescente e artista.
As Queridas e Caprichos de vez em quando eram recortadas para capas de fichário, mas não era essa a questão, e sim que eu resolvi emular a moda que nem sabia que existia, mas que a revista da moda me falava que sim. Tinha um fichário todo decorado com embalagem do meu biscoito preferido no momento, mensagem da sorte do bombom importado que eu gostava, texto da minha avó que considerava lindo, frase de filme que eu achava inteligente, fotos de bichinhos, desenhos, e tudo aquilo que uma adolescente podia gostar na segunda metade dos anos 90, menos garotos.
Eu sempre fui tímida para expor diante do mundo que me interessava por garotos, por homens, pelo que quer que fosse. Eu sempre preferi as coisas, como se as coisas dissessem menos.
Então a Aliane olhou pro meu fichário todo colorido e decorado e se interessou. Não me lembro mais o que ela falou, se ela falou... nem me lembro se a Aliane, que era uns dois ou três anos mais nova que eu, só falou por não ter nada melhor a dizer numa situação que, a me ver estava bem awkwards, mas ela deve ter dito algo como "seu fichário tem um monte de coisas". Pro que eu respondi:
- Sim, eu gosto de coisas.
Imediatamente, ela respondeu:
- Eu não desgosto de coisas, mas eu prefiro as pessoas.
E eu sorri, como quem reafirma:
- Eu gosto das coisas.
(Em tempo, como mulheres aos 13 ou 15 anos podem ser tão auto-conscientes, não?! Anos depois, a Aliane foi estudar psicologia, eu fui construir abrigos e arquitetar sonhos)
Tenho que lembrar que eu gosto de coisas.
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5.01.2015
Sobre doar
Faça o que estiver ao seu alcance. Não doe demais e nem se doe de menos. Periga doer demais.
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4.19.2015
Carta aberta à blogueira parceira de outrora
Tha, vc curtiu a publicação e eu lembrei de falar com vc... outro dia voltei para uma derradeira postagem no nosso quase finado blog oucoisaqueovalha e fiquei pensando se vc gostaria de sair dele. Não estou expulsando vc de forma alguma, hehe... mas como continuei escrevendo um pouquinho de nada ao longo dos anos, me peguei pensando se vc sabia e se não acha ruim...! Não que eu escreva algo pra ser ruim, rs, mas a gente vai se inscrevendo em um monte de coisa, o tempo vai passando e um dia percebemos que temos vínculo com muitas coisas que não nos interessam mais. Eu não sei quanto a vc, mas tenho fobia de limpeza digital das células mortas, vivo tentando purificar meu nome e minha imagem, mas esse google é danado pra me enganar.
Não é nenhuma cobrança, é só pra lembrar vc de que se vc quiser sair saia (sem constrangimento), se quiser voltar volte (será bem vinda) e se quiser ficar como está, fique (tamos aí).
É que já se foram tantos anos e percebo que sempre volto nessa coisinha que o valha pra registrar pensamentos...
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Não é nenhuma cobrança, é só pra lembrar vc de que se vc quiser sair saia (sem constrangimento), se quiser voltar volte (será bem vinda) e se quiser ficar como está, fique (tamos aí).
É que já se foram tantos anos e percebo que sempre volto nessa coisinha que o valha pra registrar pensamentos...
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4.03.2015
Da seção: "dramas particulares"
"É estranho, nós nos tratamos bem e de fato nos gostamos. Mas, ainda que secretamente, sabemos que votamos em candidatos diferentes". Marie Claire, junho de 2015
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8.27.2014
6.01.2014
A Fiona kind of sunday night
Be kind to me or treat me mean, I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine.
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5.31.2014
Em viagem, como na vida
Ouvi recentemente a história de um francesinho que, em viagem, carregava uma mala pouco comum pros padrões atuais. Não era uma mala antiga ou estilosa, era apenas aquele modelo passado, com alças e sem rodinhas. Quando perguntado do por quê, respondia que para si, malas deviam ser assim, calculadas para cada um de acordo unicamente com sua capacidade de carregá-la.
Posso estar filosófica demais, mas confesso que achei uma baita lição de vida.
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Posso estar filosófica demais, mas confesso que achei uma baita lição de vida.
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9.28.2013
Sábado preguiçoso
O sol refletido na fachada do prédio da frente, o clarão de 23" exibindo uma paisagem com a neve recém acumulada nessa manhã no Colorado, uma praia ensolarada de mar agitado no Nordeste, o Rio de Janeiro visto do avião e crianças. Muitas crianças e mais crianças. É a tarde de sábado na timeline do fakebook!
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7.06.2013
Tem culpa eu?
:- ... E como foi seu dia hoje?
;-) Legal, aprendi várias posições novas no yoga!
:- Amor, eu tou trabalhando, não posso pensar em sexo agora.
;-) ...
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;-) Legal, aprendi várias posições novas no yoga!
:- Amor, eu tou trabalhando, não posso pensar em sexo agora.
;-) ...
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12.23.2012
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