12.01.2008

Twentysomething

After years of expensive education,
a car full of books and anticipation,
I’m an expert on Shakespeare and that’s a hell of a lot
but the world don't need scholars as much as I thought.

Maybe I'll go travelling for a year,
finding myself or start a career.
I could work for the poor though I’m hungry for fame
we all seem so different but we're just the same.

Maybe I'll go to the gym, so I don't get fat,
aren't things more easy with a tight six pack?
Who knows the answers? Who do you trust?
I can't even separate love from lust.

Maybe I’ll move back home and pay off my loans,
working nine to five answering phones.
Don't make me live for my friday nights,
drinking eight pints and getting in fights.

I don't want to get up, just let me lie in,
leave me alone, I'm a twenty something.

Maybe I'll just fall in love that could solve it all,
philosophers say that that’s enough,
there surely must be more. Ooooh

Love ain’t the answer nor is work,
the truth eludes me so much it hurts.
But I’m still having fun and I guess that's the key,
I'm a twenty something and I'll keep being me.

10.30.2008

Tropical Fairy Tale

Era uma vez num mundo distante, há milhares de anos, um país que ainda tinha plantas e onde os habitantes escolhiam outros terríveis habitantes para governar. Nesse país, as pessoas morriam de mordida de mosquito.

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10.20.2008

Para meus fãs

Quero mandar um beijo para todos os meus fãs, sobretudo aqueles que guardam o endereço do meu blog nos favoritos. É por vocês que existe tudo isto aqui. A vocês, meu muito obrigada! (*tchauzinho de miss)

Huahuahuahuahua

10.07.2008

Pose para a foto

- SORRIA.

Olhe seu rosto, veja seus dentes. Veja a gengiva, a arcada dentária.

Algo sempre me incomodou ali. Passei uma eternidade (tá, uns 20 anos) culpando as atuais bem feitas emendas nos dois dentes superiores frontais, quebrados devido a uma traquinagem infantil e mal arrematados por vários anos até um melhor desenvolvimento da estética odontológica.

Outro dia no carro, no espelho do carona, com o intuito de verificar a maquiagem percebi: é o esqueleto!

A culpa do meu mal estar por olhar meus dentes é daquela imagem colegial do esqueletinho, dos ossos humanos, da estrutura do seu corpo sem o acabamento macio, sedoso, fofinho e eventualmente rosado nas partes mais finas. Os dentes, o arremate da gengiva e aquele formato primata a que o conjunto remete.

Por anos achei que nosso elo perdido com o interior fosse o umbigo, esse buraco negro mal acabado, arremate revestido de pele enrugada. Mas não, o elo esteve sempre lá, evidente, jogado à nossa apreciação a cada...

- XIIIIISSSSS!

10.01.2008

Na fila do banco

Sempre achei que filas eram lugares para se pensar na vida. E no meu caso, elaborar teorias e verificar suas aplicabilidades.

Pois bem. Vc está na fila (interminável, e vc que achava que ia chegar, pagar e sair rapidinho) e alguém lá na frente anda um pouquinho. Efeito dominó, todo mundo vai dando um passinho à frente e na sua vez... vc já experimentou não andar??? O cara de trás anda mesmo assim. E vc, a angústia de não dar aquele passinho?

Agora experimente dar um passinho sem a fila de fato ter andado, apenas cole no cara da frente. O de trás vai andar sem nem pensar.

Taí. As pessoas não pensam, são como animais selvagens angustiosamente engaiolados aguardando sua vez. E eu aqui, tolinha, pensando que as pessoas pensam.

9.19.2008

Memória - A Missão

Eu costumo me gabar da minha memória. Mas tem limite.

Tou naquela fase de lembrar de algo genial... pela metade! E a típica frase ressoa na cabeça - "aonde foi mesmo que li aquilo?".

E em seguida a busca desesperada por uma palavrinha no canto direito inferior de um daqueles 17 livros sobre um tema semelhante, o medo de ter que procurar página a página, livro a livro e o que é pior, o medo de o livro já ter sido devolvido à biblioteca...

Será que preciso fazer mais palavras cruzadas???

9.10.2008

Sobre a arte e as pessoas

(Para M.)

Nunca se acaba de aprender acerca da arte. Há sempre novas coisas a descobrir. As grandes obras de arte parecem ter um aspecto diferente cada vez que nos colocamos diante delas. Parecem ser tão inexauríveis e imprevisíveis quanto seres humanos de carne e osso. É um mundo excitante com suas próprias e estranhas leis, e suas próprias aventuras. Ninguém deve pensar que sabe tudo a respeito, pois ninguém sabe. Talvez nada exista de mais importante do que isto: que para nos deleitarmos com essas obras devemos ter um espírito fresco, pronto a captar todo e qualquer indício sugestivo e a reagir a todas as harmonias ocultas; sobretudo, um espírito que não esteja atravancado de palavras bombásticas e frases feitas.

(GOMBRICH, Ernst H. A história da arte. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1981.)

8.25.2008

Sobre a solidão a dois

"Nous faisions l'amour au pair (...) mais nous échangions à peine quelques mots. À quoi bom? Chacun pour soi".

(Jean-Paul Sarte, O ser e o nada - Ensaio de ontologia fenomenológica)

8.20.2008

Olim-piada

(*rindo por dentro com meu título* "Putz como eu sou engraçadinha")

Nunca entendi esse excesso de alarde com relação às Olimpíadas.

Tá certo, eu adoro a Ginástica Artística, e a Rítmica da qual, por sinal, não ouvi nada a respeito nessa Olimpíada. Assim, digamos que quando eu acordo de madrugada sem sono, eu ligue a TV e ache mais interessante assitir luta Greco-romana do que Duro de matar XXVI.

Mas dá uma canseira ouvir a respeito do fulano que além de ganhar o Ouro em corrida com esporas ainda quebrou o recorde absoluto do esporte... Tipo, uma das coisas mais certas das Olimpíadas é que a cada quatro anos, alguém (ns) vai (ão) quebrar o recorde de um monte de coisa.

No big deal.

8.17.2008

Apaputaquipariu

Como eu odeio essa musiquinha em homenagem às Olimpíadas da China que toca a cada vez que se entra ou retorna à página principal do Globo Online.

8.11.2008

A maldita da criatividade

Sou arquiteta, mas podia ter sido pior. Eu poderia ter me decepcionado e mesmo com as aulas de História II, mesmo tendo uma colega super legal (simpática, bonita, inteligente e HUMILDE) eu poderia ter largado tudo. E poderia ter ido cursar Publicidade.

Eu poderia trabalhar numa agência cool. E poderia trabalhar escrevendo coisas legais. Poderia até vender cigarro para criancinhas e nem me importar com isso, afinal, poderia simplesmente me vangloriar do meu gênio criativo e dizer “faço bem o que me mandam” (note que mesmo sendo arquiteta eu vendi cigarro para criancinhas, esse não é o problema, as criancinhas que saibam se cuidar).

Mas eu sou feliz de ter escolhido a penúltima profissão no ranking da criatividade. Eu sou feliz por não ter tido que forçar minhas energias para criar as melhores campanhas, por não acordar no meio da madrugada com o slogan vencedor dos prêmios de publicidade. Basicamente, eu sou feliz por escrever esse texto com prazer e não como obrigação, por não ter tido que industrializar a minha criatividade a ponto de torná-la menos que uma característica pessoal, arquitetos não são piores e nem fracassados e nem os últimos seres do universo por seus projetos burocráticos, mas impecáveis tecnicamente.

Essa é minha teoria sobre a publicidade. E nada a ver com “mal do mundo” ou “suicídio de adolescentes”. E ufa! É bom escrever aqui.

(E agora vou submeter o texto ao cliente)

8.09.2008

Sobre como falar outras línguas

“Um homem só deve falar, com impecável segurança e pureza, a língua da sua terra: - todas as outras as deve falar mal, orgulhosamente mal, com aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro. Na língua verdadeiramente reside a nacionalidade; - e quem for possuindo com crescente perfeição os idiomas da Europa vai gradualmente sofrendo uma desnacionalização. [...]"
(Eça de Queirós, A Correspondência de Fradique Mendes)

Tao bom descobrir que o que vc sempre sentiu e pos em pratica e' tb o que alguem ja teorizou. O fato 'e que ironicamente, estou impossibilitada de falar perfeitamente a minha l'ingua pois estou sem acentos neste teclado.




7.30.2008

O menino [que existe dentro da gente] é pai do homem

Lembrei muito desta frase aí, que li no início do "menino no espelho" do Fernando Sabino, mas que é de fato de um poeta inglês (W. Wordsworth). Aliás, quero ler um dia este cara, pois a frase é genial.

Estava numa fila em um órgão público esperando uma resposta do funcionário. Enquanto isso trocava observações retóricas com a mulher ao meu lado, uma senhorinha dessas muito distintas, bem arrumada e com uma vozinha baixa e educada.

Ela me disse ter sido professora em escola pública durante muitos anos e que era engraçado como adulto também tinha coisa de criança: entregou seu formulário no guichê e foi resolver outro assunto em outro guichê. Quando retornou o funcionário não achava o formulário e dizia que tinha certeza que ela não havia entregado nada! Mas acabou achando, naturalmente.

Qualquer semelhança com o "professora, mas eu tenho certeza de que fiz o dever de casa, deveria estar aí" não é mera coincidência. É o menino que existe dentro da gente.

7.24.2008

Andar de ônibus é...

Você está num momento crucial da sua vida. Não sabe se vai ou se fica. Não sabe se torra a sua grana em roupas e tratamentos de beleza ou junta para criar os sete filhos que um dia sonhou em ter. Não sabe nem se compra um carro novo com o dinheiro do que vendeu ou se assume de vez o meio de transporte da classe proletária, com seus prós e seus contras.

O Atraso do ônibus a gente não lembra que tem, mas quando acontece, aceita, afinal, acontece! Mas sentar ao lado de um calouro de universidade que ouve mp3 no máximo e invade o seu espaço aéreo com as baquetas imaginárias de sua bateria imáginária, ah, isso nos faz pensar.

Mas tudo bem, ônibus tem suas diversões. No fim são histórias para contar.

6.25.2008

Santo Agostinho e o tempo ou Santo Agostinho e o "tempo" ou ainda Santo Agostinho e o tempo...

Eu: É claro q me atrasei no trabalho, e é claro q nao poderei sair hoje. Senão nao seria a Loana. Fica para outro dia. Bjos.

Y: Tá bom, quando vc não for mais vc e for outra pessoa e ai puder sair, sendo que não é vc, mas mesmo assim vai querer sair, me ligue. Tudo bem que não vou sair com vc, pois se pudesse sair não seria vc, mas seria legal. Eu poderia conhecer uma pessoa nova. Beijos!

Eu: Ai... tou lendo um texto sobre a essência do tempo para Santo Agostinho e vc me vem com essa filosofia... minha cabeça tá fundindo. Mas td bem, pq a cabeça que tá fundindo dentro em breve não será minha, mas da pessoa que eu passarei a ser num tempo passado. Beijos.

Y: Isso, enquanto a pessoa que vc será num tempo futuro, que não será vc, vai sair pra jantar comigo.. um dia. E viva Sto Agostinho. Beijos!

Eu: Viva, qualquer dia beberei champagne em homenagem a ele... quem sabe nesse tempo futuro em q sairei com vc...

Y: Viva! Mas eu prefiro brindar com guaraná! Beijos.

5.02.2008

Fashion Rio

E como boa gata garota carioca suingue sangue bom, antenada com tudo que acontece no cenário desta cidade maravilhosa, eu também aderi. Também virei estatística: tô com dengue.

5.01.2008

Vamos queimar as fraldinhas

Teve um dia nesta semana em que enjoei. Acordei meio zonza, fui pro trabalho e comprei uma porção de pães de queijo para compensar o café da manhã. Tomei uma mini xícara de café e enjoei.

Mais tarde, minha chefe me deu um pão de mel. Não estava com vontade de comê-lo logo e deixei em cima da mesa. O cheiro me deixava enjoada. Com o estômago embrulhado, embrulhei bem a guloseima e enfiei na bolsa.

Tentei evitar, mas uma hora comentei com os colegas. Como assim vc também pensou que eu estava grávida? Que merda, deixa eu enjoar em paz!

Esse é meu protesto. Deixem as mulheres enjoarem em paz! Todos podemos ter dor de barriga, ter gripe, ter torsões na canela. Os homens podem enjoar, por que nós não podemos? Por que nosso enjôo tem que ter outro nome?

Esse é meu protesto: há uns 50 anos queimaram os soutiens. Agora vamos ter que queimar as fraldinhas!

E me deixem enjoar em paz.

12.24.2007

1 ano de blog, ou coisa que o valha!


1 ano de poucos posts, porém 1 ano de espaço ilimitado e sem censura. Adorei ser blogger, só precisava escrever mais.

11.22.2007

Momento Clarice (Linspector, segundo alguns)

"Que ninguém se engane: só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."

Acho essa frase genial, apesar de óbvia.

11.09.2007

A vizinha costureira

Vou relatar uma psicose: tenho uma vizinha que é costureira. Eu nunca fiz nem consertei nada com ela, mas sempre que a encontro tenho o ímpeto de descrever os tantos cosertos que quero fazer em minhas roupas. E de quebra, quero o orçamento.

Essa vida de nunca poder perder um segundo sequer gera uma série de psicoses na nossa cabeça. Uma delas é querer soldar tarefas em uma só - pedir orçamento enquanto se faz uma "viagem" de elevador.