12.09.2015

Mídias escondidas

Acho que vivi para ter esse momento. Obrigada.


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10.24.2015

Coringa


Achei ao correr na praia. Guardei. Não sou a favor de sujar canastras, mas já tendo uma limpa, é bom pra bater.


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10.18.2015

Quem é o louco aqui?

Highlight do meu fim de semana chuvoso: conheci uma pessoa que trabalhou como acqualoka na Ásia, na década de 90. Uma das melhores partes da conversa foi o relato de quando ela se recusou a pular, pois o filtro do tanque estava quebrado e os acrobatas estavam adoecendo com o diesel velho.

"Diesel?"

"Sim, o diesel, que acumulava por causa dos saltos pegando fogo"

"Aaaahh tá..."


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10.17.2015

Tenho que lembrar

Tenho que lembrar que a Aliane, a nova namorada do meu primeiro namorado wannabe (eu wannabe ter sido namorada dele, pra ser exata), numa conversa muito delicada na qual eu entregava o bastão do namorado que nunca de fato foi meu, notou a decoração do meu fichário.

Nos anos 90 era moda decorar a capa do fichário com recortes de revistas e de qualquer outra coisa que vc fosse capaz de colar na capa de um fichário, segundo a revista Querida. Querida foi a revista que substituiu a Capricho, aquela onde a Ana Paula Arósio contava detalhes sobre sua vida pessoal de adolescente e artista.

As Queridas e Caprichos de vez em quando eram recortadas para capas de fichário, mas não era essa a questão, e sim que eu resolvi emular a moda que nem sabia que existia, mas que a revista da moda me falava que sim. Tinha um fichário todo decorado com embalagem do meu biscoito preferido no momento, mensagem da sorte do bombom importado que eu gostava, texto da minha avó que considerava lindo, frase de filme que eu achava inteligente, fotos de bichinhos, desenhos, e tudo aquilo que uma adolescente podia gostar na segunda metade dos anos 90, menos garotos.

Eu sempre fui tímida para expor diante do mundo que me interessava por garotos, por homens, pelo que quer que fosse. Eu sempre preferi as coisas, como se as coisas dissessem menos.

Então a Aliane olhou pro meu fichário todo colorido e decorado e se interessou. Não me lembro mais o que ela falou, se ela falou... nem me lembro se a Aliane, que era uns dois ou três anos mais nova que eu, só falou por não ter nada melhor a dizer numa situação que, a me ver estava bem awkwards, mas ela deve ter dito algo como "seu fichário tem um monte de coisas". Pro que eu respondi:

- Sim, eu gosto de coisas.

Imediatamente, ela respondeu:

- Eu não desgosto de coisas, mas eu prefiro as pessoas.

E eu sorri, como quem reafirma:

- Eu gosto das coisas.

(Em tempo, como mulheres aos 13 ou 15 anos podem ser tão auto-conscientes, não?! Anos depois, a Aliane foi estudar psicologia, eu fui construir abrigos e arquitetar sonhos)

Tenho que lembrar que eu gosto de coisas.


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5.01.2015

Sobre doar

Faça o que estiver ao seu alcance. Não doe demais e nem se doe de menos. Periga doer demais.

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4.19.2015

Carta aberta à blogueira parceira de outrora

Tha, vc curtiu a publicação e eu lembrei de falar com vc... outro dia voltei para uma derradeira postagem no nosso quase finado blog oucoisaqueovalha e fiquei pensando se vc gostaria de sair dele. Não estou expulsando vc de forma alguma, hehe... mas como continuei escrevendo um pouquinho de nada ao longo dos anos, me peguei pensando se vc sabia e se não acha ruim...! Não que eu escreva algo pra ser ruim, rs, mas a gente vai se inscrevendo em um monte de coisa, o tempo vai passando e um dia percebemos que temos vínculo com muitas coisas que não nos interessam mais. Eu não sei quanto a vc, mas tenho fobia de limpeza digital das células mortas, vivo tentando purificar meu nome e minha imagem, mas esse google é danado pra me enganar.

Não é nenhuma cobrança, é só pra lembrar vc de que se vc quiser sair saia (sem constrangimento), se quiser voltar volte (será bem vinda) e se quiser ficar como está, fique (tamos aí).

É que já se foram tantos anos e percebo que sempre volto nessa coisinha que o valha pra registrar pensamentos...


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4.03.2015

Da seção: "dramas particulares"

"É estranho, nós nos tratamos bem e de fato nos gostamos. Mas, ainda que secretamente, sabemos que votamos em candidatos diferentes". Marie Claire, junho de 2015

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8.27.2014

Another note to self

Caixão pode até ter gaveta, mas assim o custo é maior.

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6.01.2014

A Fiona kind of sunday night

Be kind to me or treat me mean, I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine.

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5.31.2014

Em viagem, como na vida

Ouvi recentemente a história de um francesinho que, em viagem, carregava uma mala pouco comum pros padrões atuais. Não era uma mala antiga ou estilosa, era apenas aquele modelo passado, com alças e sem rodinhas. Quando perguntado do por quê, respondia que para si, malas deviam ser assim, calculadas para cada um de acordo unicamente com sua capacidade de carregá-la.

Posso estar filosófica demais, mas confesso que achei uma baita lição de vida.


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9.28.2013

Sábado preguiçoso

O sol refletido na fachada do prédio da frente, o clarão de 23" exibindo uma paisagem com a neve recém acumulada nessa manhã no Colorado, uma praia ensolarada de mar agitado no Nordeste, o Rio de Janeiro visto do avião e crianças. Muitas crianças e mais crianças. É a tarde de sábado na timeline do fakebook!

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7.06.2013

Tem culpa eu?

:-  ... E como foi seu dia hoje?
;-)  Legal, aprendi várias posições novas no yoga!
:-  Amor, eu tou trabalhando, não posso pensar em sexo agora.
;-)  ...


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12.23.2012

Blues de Natal

Tente ir à praia, mas só encontre mormaço.

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8.11.2012

Teia

Essa arainha subversiva é a cara de um sujeito que conheci, playboy até o talo, no bom sentido, no sentido original, aquele que sabe viver a vida, que sabe fazer as coisas bem direitinho, mas a seu modo, e que não entende porque tem que fazer como todos fazem, ou como lhe dizem que se faz. Teve todo o tipo de gente à sua volta, mas seguiu o caminho que os melhores lhe permitiram, ou seja, qualquer caminho. Pôde tentar tudo, pôde fazer qualquer coisa que julgasse legal, bonito ou valioso. E agora, não muito cedo, mas nem tão tarde assim, se deu conta de que pouco importa o quão irregular a sua teia é, há uma teia e ela é a teia dele.

4.02.2012

Etapas da paranoia, ou I'd better go to sleep

1 - Checo meu e-mail, não há nada;
2 - Entro num site, acho uma informaçãao relevante, seleciono copy;
3 - Abro um e-mail endereçado a mim mesma, seleciono paste;
4 - Envio o e-mail, abro outra aba e começo a brincar no facebook;
5 - Vejo a abinha do e-mail indicando "Entrada (1)";
6 - Me alegro, fico bobinha, clico na aba do e-mail e vejo. Era a minha própria mensagem. Clico em cima e leio, já cheguei até aqui mesmo...


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12.14.2011

Transfiguração de um mapa bidimensional em um sonho de mais de cinco sentidos

Abro o mapa da escola e noto que já caminhei nos corredores desse lugar, chegava com sono pela manhã e depois de me instalar em uma cadeira, despertava ao sentir o cheiro do café. Ouvia a aula e a princípio tinha dificuldade com aquela nova sonoridade, mas entendia, apesar do nervosismo e medo de não estar entendendo. Entendia sim.

Foi há poucas semanas quando sonhei que frequentava a escola. Tinha amigos ali, que lanchavam comigo na cafeteria e abriam pacotes de bolinhos nem tão gostosos assim, um gosto de bolinho de fast food.

(O frio fora e a calefação dentro. Nunca a temperatura certa)

Sinto saudade do futuro.


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11.12.2011

Sobre a perfeição

Uma coisa assim... tipo pudim de leite moça com a parte externa meio queimadinha.


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9.28.2011

Até a metade

Ficar na metade é um completo frustrado ou é muito mais do que o nada?

ps: sem essa de copo.


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9.26.2011

o copo do meu avô

Um copo largo, raso e serigrafado de amarelo com florezinhas azuis oferecido e sorridente. Dentro, um líquido dourado e duas pedras de gelo. Fora, um senhor polido, de postura rígida e com um sorriso caridoso no rosto. Foi assim a primeira vez que provei daquela bebida perfumada, com um gosto de "coisa-que-nunca-vou-gostar", e lembro que no primeiro gole senti um mal estar que não melhorou nada, nem com a infeliz tentativa de enfiar goela abaixo, sem esquecer de esfregar bem na língua para limpar as papilas gustativas, um pedaço de Pumpernickel puro.

O senhor era meu avó e a bebida era whisky. Todos os dias, meia hora antes da refeição, Pumpo preparava seu Schnaps e bebia, acompanhando minha avó em seus últimos preparativos para a singela refeição que se aproximava. Singela porque nunca a refeição na casa dos meus avós foi uma cerimônia, ou um momento especial. Era simplesmente assim, meu avô no aperitivo, minha avó no fogão, os pratos dispostos sobre a mesa e os dois naquele diálogo Mags du? Mags du? E eu repetindo com um risinho de quem acha que está falando algo inteligente "maxtuuu, maxtuuu".

Recentemente, fucei o armário atrás de um copo digno para beber e oferecer uma dose de whisky à minha visita. Encontrei lá no fundo o copo amarelo. Senti saudades do meu avô e dos seus olhos verdes carinhosos.


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